Casa Cheia é bem mineira porque tem… Jiló

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Há quem torça o nariz para o jiló, devido ao seu acentuado gosto amargo. Já para outras pessoas, este diferencial passa a ser uma vantagem, tornando-o um ingrediente distinto e cativante da culinária.

Mesmo para os que já o experimentaram alguma vez e, inicialmente, não gostaram dele, ainda resta uma esperança de se apaixonar pelo seu inconfundível sabor: preparando-o de forma cuidadosa, é possível disfarçar um pouco do paladar amargoso. Para isto, antes de levar ao cozimento, basta partir o jiló em quatro partes e deixá-lo de molho em água com sal por 15 minutos. Feito isto, agora é abusar da criatividade para deixar seu aroma irresistível.

Grelhado na chapa ou cozido no vapor, bem temperadinho com cebola, pimenta, alho ou outros ingredientes aromáticos, sozinho ou acompanhado de carnes como o bife de fígado acebolado, receita já consagrada nos bares tradicionais de Belo Horizonte, ele é sucesso total.

Ao contrário do que muitos pensam, o jiló é um fruto e não um legume. Proveniente da planta jiloeiro, a qual há indícios de que se originou na África, foi levada, tempos depois, a outros locais pelo mundo afora. Hoje, esta planta é muito cultivada em nosso país, principalmente nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Fonte das vitaminas C, A e do complexo B, além dos minerais cálcio, fósforo e ferro, ele é ótimo para o coração, combate a inflamações, facilita o trânsito intestinal e ainda previne a osteoporose. Com todos estes benefícios, tanto para a saúde quanto para o paladar, o Restaurante Casa Cheia faz questão de utilizá-lo em várias de suas receitas exclusivas. Então, chegou a hora de você dar uma chance para o (injustamente) rejeitado jiló!

Entre os pratos mais requisitados pelos nossos clientes, destacamos o famoso Tradição do Mercado (fígado e pernil grelhados na chapa com jiló acebolado a palito). Preparado pelo nosso chef com ingredientes muito bem harmonizados, o resultado final é de dar água na boca!

 

 

 

Casa Cheia é bem mineira porque tem… Queijo Canastra

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É forte, levemente picante e deliciosamente encorpado. É inconfundível o sabor do nosso Queijo Canastra! E ele é um mineiro de tirar o chapéu, porque é produzido na região da Serra da Canastra, especialmente em sete municípios: Bambuí, Delfinópolis, Medeiros, Piumhi, São Roque de Minas, Tapiraí e Vargem Bonita.

Há mais de 200 anos, nos gabamos em ter na nossa lista farta de delícias mineiras um queijo que representa a nossa identidade cultural.

Atrevido que ele é, até já ganhou um título: o Queijo Canastra foi tombado, em 2008, como patrimônio cultural imaterial brasileiro, título conferido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

No Casa Cheia, esse queijo está muito bem acompanhado. Venha experimentar o tira-gosto que acabou de estrear nosso cardápio: o dadinho de tapioca com queijo canastra, acompanhado com molho picante. Hummmmm…

dadinho

Casa Cheia é bem mineira porque tem… Canjiquinha

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Hoje, quem saliva só de imaginar um belo prato de canjiquinha com todos os ingredientes e especiarias que só o Casa Cheia sabe fazer, não imagina que um dia ninguém dava nada por ela.

Na época do Brasil Colônia, a canjiquinha era considerada um alimento sem valor, pois vinha das sobras do milho. Quem a consumia eram os pobres e os escravos.

Hoje, tornou-se uma iguaria típica da tradicional comida mineira. E nós demos aquele upgrade no prato: canjiquinha com queijo, lombo defumado, costela desossada ao vinho, linguiça caseira e espinafre. Huummmmm…

Mineirinho Valente

Casa Cheia é bem mineira porque tem… Caipirinha

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caipirinha

A história de Minas nos conta que os inconfidentes elegeram a caipirinha como a bebida que representava o Brasil, contrapondo com o vinho dos portugueses colonizadores, considerado como a bebida dos opressores.

Desde então, ela vem conquistando cada vez mais admiradores. Como resistir à tentação? Existe um triângulo amoroso mais perfeito do que cachaça, limão e açúcar?  😀

Casa Cheia na 2ª Edição do Festival Fartura BH

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No último final de semana, participamos pela 2ª vez no Festival Fartura BH e o nosso Chef Ilmar Antônio de Jesus apresentou ao Jornal MGTV os pratos que levamos para o Festival. Assista:

Clique na imagem e confira a matéria na íntegra. ;)

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Pimentas conquistam as mesas gourmet

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Versatilidade atrai paladares mais exigentes.

Ardidas ou suaves, as pimentas são ingredientes responsáveis por garantirem mais sabor aos pratos. Hoje, existem mais de 20 espécies catalogadas, sendo que cinco delas são domesticadas e tiveram origem nas Américas do Sul e Central. A especiaria conquistou paladares exigentes, algumas delas indicadas por acelerar o processo do metabolismo, e as mesas gourmet com seu jeito sutil, exótico e marcante. O ingrediente é indispensável em pratos principais e, até mesmo, em aperitivos e sobremesas.

O intrigante aroma adocicado e saboroso da pimenta biquinho, por exemplo, é bem recebido e apreciado no Restaurante e Bar Casa Cheia. O estabelecimento serve pratos tradicionais mineiros e opções exclusivas de comida de boteco, sem dispensar a pimenta. O sócio-chef da casa, Ilmar de Jesus, explica que o ingrediente pode ser utilizado como decoração, ou até mesmo como aperitivo. “A biquinho faz parte do grupo das pimentas aromáticas, ou popularmente conhecidas como pimentas de cheiro. Uma curiosidade é que ela pode ter surgido na região do Triângulo Mineiro, e a produção, em maior escala, só passou a ser realizada a partir de 2004. Posteriormente, foi exportada para outros estados em conserva com água e vinagre.”, conta.

O chef ressalta que a biquinho apresenta diversas qualidades, como a responsabilidade de agregar valor ao prato com o seu sabor suave que lembra o pimentão. Esta pimenta também conquistou o público que não adere ao ardor das demais. Há quem prefira comê-la como tira-gosto, porém, a maior vantagem é equilibrar os sabores em composições com outros ingredientes.

Veja alguns dos nossos pratos em que essa pimentinha aromática está presente:

mexidoidochapado figado com jilo almondegas agua na boca

 

O poder dos temperos – Chef Ilmar Antônio de Jesus no Globo Repórter

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O nosso Chef Ilmar Antônio de Jesus participou nesta última sexta-feira (04/09/2015), do programa Globo Repórter. O poder dos temperos na saúde e na culinária dos brasileiros foi um dos temas abordados no programa.

Ilmar preparou aquela famosa galinhada bem mineira, que leva um tempero famoso aqui em Minas, a cúrcuma ou açafrão-da-terra. Este tempero, que é especial para a família do Casa Cheia, se tornou preciosidade para os pesquisadores do laboratório da USP de Piracicaba, em São Paulo.

Confira na íntegra o poder dessa especiaria que é tradição aqui no Casa Cheia Restaurante:

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Clique na imagem e assista ao vídeo. 😉

 

Ora-pro-nóbis deixa de ser um prato simples para compor cardápios requintados

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Folha é utilizada como acompanhamento em várias opções gastronômicas.

Os cozinheiros mais antigos contam que ora-pro-nóbis, planta da família dos cactos, era uma folha utilizada como uma das poucas opções de alimento nas cozinhas mineiras. Hoje, o vegetal faz parte de cardápios sofisticados que apresentam pratos com combinações apetitosas.

Ilmar de Jesus, sócio-chef do Bar e Restaurante Casa Cheia afirma que o ora-pro-nóbis é uma hortaliça tipicamente mineira. A planta tem folhagem verde escura, espinhos afiados e é fácil de ser cultivada, normalmente em cercas, podendo chegar a cinco metros de altura. Ela possui diversas aplicações, como ornamentação, fonte de néctar e, principalmente, na gastronomia. Ela agrega sabor no prato com frango ensopado e também combina com a costelinha de porco. É indicado para pessoas anêmicas: “A planta é rica em vitaminas A, complexo B e fonte de proteínas.”, conta.

Ele explica que o ora-pro-nóbis, preparado sozinho, não agrega tanto sabor a um prato. O ideal é combiná-lo com carnes ou aves, angu ou até mesmo com um bem inusitado, o peixe! As possibilidades de mistura não têm limites. Vale a criatividade. “É preciso somente ter alguns cuidados na hora de cozinhar a planta. A folha possui um líquido muito viscoso, semelhante ao quiabo. É indicado não utilizar molhada para evitar que fique aguado. Após secar, refogue o ingrediente com dente de alho, azeite e sal a gosto. Coloque o ora-pro-nóbis em cima do restante da receita, sem misturar. Isso ajuda o prato a ganhar mais sabor. O resultado final será ainda mais apetitoso e a combinação de cores e sabores ainda mais suave, como o prato Porconóbis de Sabugosa, exclusivo do Casa Cheia e premiado no concurso gastronômico Comida di Buteco”.

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Porconóbis de Sabugosa – Casa Cheia – Mercado Central – BH

2º colocado no Concurso Comida di Buteco em 2004

Porção para 12 pessoas

Ingredientes:
. 3 kg de costelinha de porco serrada
. 3 unidades de linguiça calabresa fatiadas
. 5 espigas de milho verde picadas em pedaços
. alho triturado a gosto
. ½ pimentão vermelho picado
. 2 cebolas pequenas
. 2 xícaras de azeite
. 250ml de vinho branco
. 2 ramos de alecrim
. 1 pacote de folhas de ora-pro-nóbis
. cheiro verde
. 1 colher de sobremesa de páprica doce
. 2 colheres de sobremesa de açafrão-da-terra
. 1 colher de chá de noz-moscada
. sal e pimenta do reino a gosto

Preparo:
Tempere a costelinha de porco com sal, pimenta do reino, noz-moscada, alecrim, alho, ½ xícara de azeite, vinho branco. Deixe marinando por 6 horas. Após o marinado, cozinhe e frite até dourar. Reserve.
Em uma panela grande, doure o alho em ½ xícara de azeite. Acrescente a cebola e o pimentão, deixe cozinhar por alguns minutos. Doure o açafrão, acrescente a páprica doce e coloque o milho picado em pedaços. Deixe cozinhar.
Após o milho cozido, acrescente a costelinha de porco na panela e deixe cozinhar.
Coloque a linguiça calabresa e deixe cozinhando, em fogo brando.
Em um frigideira, refogue o ora-pro-nóbis no azeite, rapidamente, com um pouco de sal. Em seguida, coloque por cima da costelinha. Salpicar cheiro verde. Sirva com arroz branco.