Nossa História

A história do Restaurante Casa Cheia inicia-se no ano de 1948, quando Dona Maria de Nazareth, filha de italianos, começa a trabalhar com seu esposo José Francisco, comerciante de bananas. Em meados de 1958, passaram a vender, também, queijos e doces.

Tempos depois, a loja de Dona Maria e Sr. José Lino, como era conhecido, mudou-se para um local de difícil acesso, devido à reforma do Mercado Central que acabou prejudicando muito as atividades. Após isto, houve novamente a troca da localização da loja, agora mais bem posicionada, onde hoje funciona o Restaurante Casa Cheia.

Após alguns anos, um fornecedor de queijos do casal, o Sr. José Rua, muito amigo de Dona Maria, sugeriu a montagem de um restaurante. E até os dias de hoje, Dona Maria relembra aquelas palavras ditas pelo amigo:

“Oh, Dona Maria, a senhora é uma mulher trabalhadeira, compra um fogão e duas panelas e começa a fazer almoço para esse povo do Mercado, que sua vida vai mudar. Tenho certeza disso!”.

Mercado Central BH

Como não tinham dinheiro necessário para iniciar o negócio, optaram por alugar uma nova loja, onde foi montado um restaurante. Findo o contrato de aluguel, Dona Maria, em sociedade com o amigo Gildásio, que possuía experiência no ramo, assumiu o restaurante. Depois de um período de funcionamento, desfizeram a sociedade e Dona Maria passou a ser a única proprietária. Neste momento surgiu o nome “Casa Cheia”.

Dona Maria não se esquecia também de uma pessoa que a ajudou muito, o Sr. Tiquinho, assim conhecido, motorista de taxi que todos os dias a buscava em sua casa às 4h da manhã e a deixava no restaurante. Ele não cobrava a corrida e, em troca deste favor, ele almoçava no restaurante diariamente, e era Dona Maria quem fazia seu prato. Ele chegava e falava: “Dona Maria, me dá uma cervejinha e dois copos (um para ele e outro para ela), coloca minha comida, mas eu só quero um “tiquinho”, pois vou dirigir mais daqui a pouco”. Daí a razão do apelido.

Após 10 anos, trabalhando praticamente sozinha e em decorrência de problema de saúde na família, Dona Maria pensou em vender o restaurante. Foi então que um dos filhos, com a ajuda das irmãs, assumiu a direção do restaurante.

Casa Cheia Savassi

Uma curiosidade é a existência, há mais de 25 anos, da famosa Mesa 1, que é reservada todos os sábados, domingos e feriados à uma confraria de amigos da casa. Esta mesa tem várias particularidades, entre elas: as esposas não podem participar, é proibido pedir dinheiro emprestado, não se pode falar sobre serviço, família, etc… O encontro se resume, literalmente, em jogar conversa fora. Claro, acompanhado de uma “bela loira geladíssima”.

Cerca de 60% dos clientes são frequentadores assíduos. As mesas existentes são compartilhadas entre todos os clientes (não se vaga a mesa e sim o lugar), que muitas vezes passam a se conhecer naquele momento. Existem pessoas que não conseguem almoçar caladas e já foi presenciado o surgimento de grandes negócios e amizades entre eles.

Restaurante Casa Cheia

Dona Maria, hoje falecida, ainda vive no corações de todos que a conheceram e a logomarca do Casa Cheia a eterniza com sua face estilizada. Quando ainda viva, Dona Maria aceitou esta homenagem com muito carinho, afinal, ela sempre será a estrela do lugar.